Sobre nós

No coração de Vila de Rei, no centro geográfico de Portugal, ergue‑se o Castelo da Fonte — um alojamento local que respira autenticidade. A sua arquitetura combina paredes de pedra à vista com interiores de madeira quente, criando um refúgio que parece saído de um conto rural, onde o tempo abranda e a natureza dita o ritmo.

Somos também guardiões da terra. Da nossa pequena exploração agrícola nasce a marca Courela do Sobreiro de Esgos, dedicada à produção de alimentos em agricultura tradicional, com respeito pelos ciclos naturais e pelos sabores genuínos que só a terra bem tratada sabe oferecer.

A nossa marca Courela — palavra que significa uma pequena nesga de terra fértil — é também um tributo às nossas raízes. Homenageia a matriarca da família, nascida em Esgos, Espanha, que nos transmitiu o amor pela terra e a sabedoria de quem sempre soube que cultivar é, acima de tudo, um gesto de cuidado e continuidade.

Este é um negócio familiar, de pequena escala, criado em 2018 a partir do nada, com muito amor e dedicação. Juntos, Castelo da Fonte e Courela do Sobreiro de Esgos formam um universo onde hospitalidade, tradição e natureza se encontram — um convite a viver o centro de Portugal de forma simples, verdadeira e profundamente sensorial.

O que dizem os nossos hóspedes

Onde estamos

Aivado, Vila de Rei

Estamos localizados em Aivado, um pequeno povoado situado a 4 km do centro de Vila de Rei (distrito de Castelo Branco) ao km 366 da famosa N2, e assinala o centro geodésico de Portugal.

O Aivado tem pouco mais de 50 habitantes, sendo que apenas 36 aqui moram a tempo inteiro. Está localizado perto das melhores praias fluviais do concelho, dos pontos turísticos de Vila de Rei e de algumas vilas e cidades icónicas da região.

Lendas & Mitos do Aivado

Crê-se que o nome deste lugar derivará do latim alveātu-, que significa “cavado em forma de alvéolo”, eventualmente numa alusão às grutas da serra da Pena. Outra das sugestões para o nome do lugar relaciona-se com práticas antigas de produção de mel no lugar de Aivado, já que um “aivado” é o nome do orifício por onde as abelhas entram e saem da colmeia, ou do cortiço. O lugar de Aivado fica num vale que tem ao fundo a Serra da Lapa, também conhecida como rocha da Pena. Talhadas na rocha da Pena, há grutas enormes, em volta das quais os antigos contavam uma lenda, que se vem perdendo com o tempo, mas que alguns ainda guardam memória. Reza assim:

Lá dentro, dizem, lá muito no fundo, envolvido num insondável mistério, há-de encontrar-se um lindo bezerro de ouro.

A seguir à primeira gruta, que todos veem e conhecem, há, a meio do monte, uma outra entrada para outra gruta e no seu interior um enorme abismo onde se ouve correr água. Conta-se que cabras e cabritos que lá caiam, desapareciam para não mais serem vistos.

Sabe-se que quando os pastores acendiam grandes fogueiras para procurar os animais que se perdiam no segredo das grutas, o fumo passava da primeira gruta para a segunda e saia pelo cume do monte, por entre as fendas do enorme rochedo.

Entre a lenda do bezerro de ouro e as informações dos pastores, se por mais de uma vez os moradores dos lugares próximos têm procurado desvendar o mistério, se por mais de uma vez os mais ousados têm tentado ir até ao fim da gruta, a verdade é que jamais deixou de soar a seus ouvidos e todos têm como certo o que estará gravado lá no interior, lá muito no fundo, que todos temem se venha a cumprir:

“O primeiro temerá. O segundo morrerá. O terceiro aproveitará”.

E por isso, todos, mesmo os mais atrevidos e desempoeirados, apenas têm avançado algumas dezenas de metros desde a entrada, continuando a aguardar pelo rodar dos séculos que morra o segundo para chegar a vez do terceiro arrancar do interior das grutas o sonhado tesouro.

Serra da Pena, Aivado, Vila de Rei
Serra da Pena, Aivado, Vila de Rei


Fonte: DIAS, Jaime Lopes (2002), Contos e Lendas da Beira, Lisboa, Alma Azul, p. 72-73