A Courela do Sobreiro de Esgos nasce em 2018 como quinta de fruticultura e horticultura, onde se recorre a métodos totalmente artesanais e tradicionais de cultivo. Este é um negócio familiar, de pequena escala, criado a partir do nada, com muito amor e dedicação. O nome da nossa Courela (que significa “nesga de terra de cultivo”) é uma homenagem à matriarca da família, nascida em Esgos, Espanha.
A sustentação do nosso projecto passa também pela oferta de alojamento de curta duração, em modo de turismo de proximidade, sendo que recuperámos para o efeito uma casa com mais de 200 anos de história, o Castelo da Fonte, mantendo a sua traça original. Tratamos os nossos visitantes como hóspedes, mais que clientes, partilhamos momentos e fazemos o que está ao nosso alcance para lhes proporcionar a melhor estadia!
Convidamo-vos a vir conhecer o nosso projecto e a visitar o centro de Portugal a partir daqui. Prometemos uma estadia memorável!
O que dizem os nossos hóspedes




Onde estamos

Estamos localizados em Aivado, um pequeno povoado situado a 4 km de Vila de Rei, distrito de Castelo Branco, km 366 da N2, centro geodésico de Portugal. O Aivado tem pouco mais de 50 habitantes, sendo que apenas 36 aqui moram a tempo inteiro. Está localizado perto das melhores praias fluviais do concelho, dos pontos turísticos de Vila de Rei e de algumas vilas e cidades icónicas da região.
Transportes de e para o Aivado
§ Rede Expressos – Autocarros: Todos os dias úteis há um expresso que liga Vila de Rei a Lisboa (Sete Rios) e outro que faz a ligação inversa. No verão há mais que um serviço diário. Do Porto, a cidade destino é Sertã, podendo a ligação ser assegurada pelo serviço LINK (descrito abaixo).
§ CP – Comboios de Portugal: Abrantes é a estação de comboios mais próxima, podendo a ligação a Vila de Rei ser assegurada pelo serviço LINK (descrito abaixo).
§ A Comunidade Intermunicipal da beira Baixa disponibiliza serviços de “transporte a pedido” aos moradores. O serviço LINK liga Vila de Rei à Sertã, Sardoal, Abrantes, Ferreira do Zêzere e Tomar, todos os dias úteis, em horários pré-definidos (~4€). Para usufruir do serviço basta ligar para 800 209 226 (de segunda a sexta-feira, excepto feriados, entre as 9h e as 15h), no dia útil anterior àquele em que se pretende viajar, ou efectuar a reserva em www.transporteapedido.mediotejo.pt/Reservas
O serviço link também transporta pessoas do Aivado para Vila de Rei e regresso.
Lendas & Mitos do Aivado
Crê-se que o nome deste lugar derivará do latim alveātu-, que significa “cavado em forma de alvéolo”, eventualmente numa alusão às grutas da serra da Pena. Outra das sugestões para o nome do lugar relaciona-se com práticas antigas de produção de mel no lugar de Aivado, já que um “aivado” é o nome do orifício por onde as abelhas entram e saem da colmeia, ou do cortiço. O lugar de Aivado fica num vale que tem ao fundo a Serra da Lapa, também conhecida como rocha da Pena. Talhadas na rocha da Pena, há grutas enormes, em volta das quais os antigos contavam uma lenda, que se vem perdendo com o tempo, mas que alguns ainda guardam memória. Reza assim:
Lá dentro, dizem, lá muito no fundo, envolvido num insondável mistério, há-de encontrar-se um lindo bezerro de ouro.

A seguir à primeira gruta, que todos veem e conhecem, há, a meio do monte, uma outra entrada para outra gruta e no seu interior um enorme abismo onde se ouve correr água. Conta-se que cabras e cabritos que lá caiam, desapareciam para não mais serem vistos.
Sabe-se que quando os pastores acendiam grandes fogueiras para procurar os animais que se perdiam no segredo das grutas, o fumo passava da primeira gruta para a segunda e saia pelo cume do monte, por entre as fendas do enorme rochedo.
Entre a lenda do bezerro de ouro e as informações dos pastores, se por mais de uma vez os moradores dos lugares próximos têm procurado desvendar o mistério, se por mais de uma vez os mais ousados têm tentado ir até ao fim da gruta, a verdade é que jamais deixou de soar a seus ouvidos e todos têm como certo o que estará gravado lá no interior, lá muito no fundo, que todos temem se venha a cumprir:
“O primeiro temerá. O segundo morrerá. O terceiro aproveitará”.
E por isso, todos, mesmo os mais atrevidos e desempoeirados, apenas têm avançado algumas dezenas de metros desde a entrada, continuando a aguardar pelo rodar dos séculos que morra o segundo para chegar a vez do terceiro arrancar do interior das grutas o sonhado tesouro.

Fonte: DIAS, Jaime Lopes (2002), Contos e Lendas da Beira, Lisboa, Alma Azul, p. 72-73
